
O Parlamento Europeu não aprovou em 2026 nenhuma nova proibição de carteiras Bitcoin privadas anônimas. Pelo contrário: o pacote de regulamentações MiCA e AMLR, aprovado em 2023-2024, entrou em vigor na íntegra no final de 2025. Essas regulamentações estendem os requisitos AML/KYC às criptomoedas, mas não ilegalizam as carteiras privadas (as chamadas carteiras auto-hospedadas). Em vez disso, impõem a obrigação de verificação para transações ocasionais acima de 1000 euros (cerca de 4300 PLN à taxa de câmbio de 14.01.2026) entre prestadores de serviços de criptomoedas regulamentados (CASP) e carteiras não suportadas por tais entidades.
Neste artigo, explicamos a situação atual da regulamentação, o que são carteiras anônimas, como funcionam caixas bitcoin Polônia e o que isso significa para os investidores. Também discutiremos as críticas ao setor e o impacto estimado no mercado.
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As regulamentações MiCA e AMLR têm como objetivo combater a lavagem de dinheiro (AML) e o financiamento do terrorismo (CFT). Principais alterações:
Na prática, isso significa que a legislação da UE não se interessa pela simples posse de Bitcoins ou de uma carteira privada, mas sim pelo momento em que as criptomoedas “entram em contato” com o mundo regulamentado – bolsa de valores, operador de caixa eletrônico ou outro serviço licenciado. São esses pontos de contato que estão sujeitos ao controle e às obrigações da AML, e não o uso diário e privado da carteira ou as transações entre usuários.
A votação de 2022 (cerca de 90 deputados a favor da proposta inicial) foi apenas a primeira fase. O processo foi concluído em 2024:
Não há uma “proibição de facto” – o Partido Popular Europeu (PPE) opôs-se a tais ideias, enfatizando a inovação.
Foi nessa fase que surgiram muitos mal-entendidos. Algumas pessoas interpretaram a votação preliminar como uma proibição definitiva, quando na verdade era apenas um ponto de partida para novas negociações. As disposições finais, aprovadas posteriormente, são muito mais brandas do que as propostas iniciais e não proíbem as carteiras privadas.
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O Bitcoin é pseudônimo, não anônimo: todas as transações são públicas na blockchain, os endereços podem ser analisados (por exemplo, pela Chainalysis). Carteiras privadas (auto-hospedadas) não são proibidas, mas as transações com elas para/da CASP exigem verificação.
Carteiras populares com funções de privacidade (atualizadas em 2026):
Existem muitos mitos em torno das “carteiras anônimas”. A carteira em si não torna ninguém invisível na rede — a blockchain é pública e todas as transações podem ser vistas. Uma carteira privada oferece maior controle sobre os fundos e a privacidade, mas não é uma capa mágica de invisibilidade. Muito depende de como e onde você a utiliza.
Na maioria das vezes, os problemas só começam quando os fundos chegam à bolsa, ao caixa eletrônico ou a outro serviço regulamentado. É nesses momentos que surgem as obrigações de verificação e relatório.
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Sim, o FBI e a Interpol utilizam ferramentas de análise de blockchain e fazem isso principalmente em casos de crimes graves. No entanto, isso não significa que todas as transações de usuários comuns sejam monitoradas constantemente. O Bitcoin deixa um rastro, mas sem associar o endereço a uma pessoa específica, esses dados por si só não dizem muito. Somente o contato com uma bolsa, banco ou outro serviço regulamentado permite associar as transações à identidade.
Na Polônia, o uso de caixas eletrônicos de bitcoin está atualmente sujeito à verificação obrigatória KYC, independentemente do valor da transação. Os operadores devem identificar os clientes e relatar as transações de acordo com as regulamentações AML à GIIF. Isso significa que transações rápidas em dinheiro ainda são possíveis, mas não são mais anônimas. As novas regulamentações não eliminaram os caixas eletrônicos de bitcoins, mas aumentaram significativamente o nível de controle e formalidades por parte do usuário e do operador.
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Em resposta às novas regulamentações, alguns participantes do setor criticaram a direção da UE, apontando o risco de supervisão excessiva e encargos para os usuários comuns. A Coinbase, que obteve a licença MiCA em Luxemburgo e opera em toda a UE, enfatizou repetidamente a necessidade de regras claras e transparência, mas ao mesmo tempo não evitou o cumprimento das obrigações legais.
A mídia especializada também citou opiniões de analistas de que as regulamentações podem inibir a inovação, embora os reguladores enfatizem que seu objetivo é proteger contra crimes financeiros sem comprometer a privacidade no sentidodo GDPR.
No que diz respeito ao mercado, após os aumentos acentuados em 2025 (nível recorde acima de cerca de US$ 126.000), o Bitcoin caiu posteriormente e consolidou-se em torno dos níveis entre US$ 87.000 e US$ 95.000 nas primeiras semanas de 2026.
As previsões de preços estão divididas — alguns analistas veem a possibilidade de um aumento para US$ 150.000, outros alertam para a volatilidade e correções, o que mostra que o mercado ainda está em fase de mudanças dinâmicas.
Os debates continuam – por exemplo, no Telegram da comunidade criptográfica.

As regulamentações não eliminam as carteiras privadas, mas alteram significativamente as regras do jogo nos locais onde as criptomoedas se deparam com um sistema regulamentado. A anonimidade total nas bolsas ou nos caixas eletrônicos de criptomoedas já é coisa do passado, e alguns projetos voltados para a máxima privacidade estão, de fato, se mudando para fora da UE. Do ponto de vista dos reguladores, isso deve reduzir os abusos e a evasão de sanções, mas para os usuários comuns significa mais burocracia e menos liberdade do que há alguns anos.
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